Conselho de Segurança da Tijuca

POR Jorge Oliveira 21/08/2017

Encontro realizado no Colégio Adventista da Tijuca reuniu delegados, moradores e alunos do ensino médio.

 Rio de Janeiro, RJ… [ASN] Promover um diálogo entre moradores de quatro bairros cariocas,  estudantes do ensino médio e as forças responsáveis pela segurança pública. Esse foi o objetivo da  reunião do Conselho Comunitário de Segurança realizada na manhã de quarta-feira (03) no auditório  do Colégio Adventista da Tijuca (CAT), no Rio. Este encontro vem sendo realizado há três anos dentro  da instituição e tem mostrado a preocupação conjunta com o bem-estar das pessoas que vivem e  transitam pela região.

 Durante toda manhã de quarta-feira delegados responsáveis por duas delegacias de polícia que  patrulham a região responderam perguntas e debateram sobre as reivindicações de moradores e  estudantes. Questionados sobre o policiamento ostensivo e as estratégias para evitar furtos e assaltos, as autoridades policiais apresentaram planos e falaram sobre a rotina de trabalho deles, mostrando os esforços para reforçar a segurança. A ideia era encontrar uma solução conjunta para diminuir os índices de violência numa das regiões com maior concentração de instituições de ensino, centros comerciais e empresariais da Zona Norte do Rio.

Os policiais e delegados que participaram do debate são responsáveis pelo patrulhamento dos bairros de São Cristóvão, Tijuca, Praça da Bandeira e Maracanã. “Temos buscado uma forma de garantir ainda mais segurança para os moradores e para esses jovens que são o futuro desses bairros”, afirma Mário Silva, delegado responsável pelo 18º Delegacia de Polícia de São Cristóvão. Durante o encontro também foram apresentadas soluções colocadas em prática após a última reunião do conselho comunitário, realizada no mês anterior em um outro local.

O encontro acontece mensalmente em locais diferentes e uma vez por ano é feita no Colégio Adventista. Segundo João Fonseca, diretor do CAT, a ideia de fazer a reunião do conselho dentro do colégio partiu de uma preocupação quanto a segurança dos estudantes. “Esse encontro aqui dentro do CAT é algo que desejávamos devido ao crescimento do número de ocorrências na região. Então resolvemos convidar, juntamente com a Associação Comercial (ACRio), às autoridades locais e moradores para promover um diálogo sobre a segurança do entorno do colégio”, explica.

Cláudia Claro é uma das pessoas que esteve presente na reunião do conselho comunitário. Moradora do Maracanã, ela se diz satisfeita com a oportunidade que o colégio ofereceu em expor sua opinião sobre a segurança do bairro. “Eu achei que isso é uma iniciativa muito interessante. Acredito que o jovem precisa ter ciência do que acontece no lugar onde ele vive e dos cuidados que ele deve ter com quem ele convive. Além disso, essa reunião também ajuda esses estudantes a refletir sobre a contribuição deles para o futuro”, acredita. [Equipe ASN, Douglas Pessoa]